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Quarta-Feira, 13 de Junho de 2018, 08h:51
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CASO DANIELE

Laudo aponta que esteticista morreu em decorrência da lipoaspiração

Por: Redação

Reprodução

 

O laudo da necropsia realizado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apontou que a esteticista Edileia Daniele Ferreira Lira, de 33 anos, morreu por choque hemorrágico hipovolêmico, após ser submetida a lipoescultura. O resultado do exame foi divulgado na tarde desta terça-feira (12). A esteticista foi submetida a lipoaspiração, no dia 10 de maio, no Hospital Militar, em Cuiabá.

 

O laudo reforça a informação que constava na certidão de óbito emitida no dia 13 de maio, quando foi confirmada a morte cerebral de Danielle. A jovem morreu 2 dias após passar por uma lipoescultura e mamoplastia redutora com o médico Eduardo Santos Montoro, pelo programa “Plástica Para Todos”, que busca facilitar o acesso à cirurgia plástica a preços mais baixos do que os oferecidos no mercado.

 

Segundo o medico legista e diretor metropolitano da Politec, João Marcos Rondon, a morte da esteticista foi em decorrência do processo cirúrgico.

 

“É esperada, em uma lipoaspiração, alguma queda dos níveis de hemoglobinas. Mas os parâmetros dessa paciente eram de um individuo que sofreu uma hemorragia acima do que seria suportável”, disse Rondon, em entrevista coletiva na tarde de terça-feira (12).

 

Ele disse ainda, que a esteticista não apresentava um histórico de problemas de saúde - e estava em condições de realizar os procedimentos. Os dois procedimentos realizados duraram aproximadamente seis horas.

 

A delegada Alana Cardoso, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse que começou a reunir documentos para investigar o caso. 

"O próximo passo é analisar a documentação uma vez que há indícios de retirada excessiva de gordura, que apontaria para uma responsabilidade criminal. Nossa linha de investigação é identificar os autores – os indivíduos responsáveis pela consequências dessa cirurgia”, disse a delegada.

 

“Realmente é um caso bastante técnico e temos que ter bastante responsabilidade, porque lipoaspiração acontece todo dia. É um procedimento estético comum. O que o laudo traz para nos é que há elementos a indicar que houve uma incompatibilidade do quadro clinico quando foi submetido à cirurgia com o fim dela”, disse.

 

O prazo para a conclusão do inquérito é de 30 dias. No entanto, a delegada reconhece que, em razão da complexidade do caso, o trabalho poderá levar mais tempo.

 

 

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